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RIO DE JANO A antropologia visual bem humorada e pop Um filme de O filme Jano (pronuncia-se Janô) é um desenhista francês especialista em um tipo de arte que na Europa ficou conhecido como "Cadernos de Viagem". Durante 50 dias, a partir de outubro de 2000, realizou um profundo mergulho na vida carioca, visitando lugares jamais representados nos cartões postais, conhecendo pessoas de todas as classes socias, observando, experimentando, trocando. O resultado desta incursão é um álbum que se tornou obra de referência quando o assunto é o modo de ser do carioca moderno, seu jeito sui generis de levar a vida e os contrastes desta cidade ao mesmo tempo bela e pobre, alegre e violenta. Uma espécie de tratado antropológico ilustrado e pop que impressiona pela riqueza, precisão de detalhes e pelo humor. A equipe do documentário RIO DE JANO acompanhou o francês durante todos os seus 50 dias, no Rio. E ainda a finalização das aquarelas, no ateliê do artista, em Paris. O filme apresenta o Rio de Janeiro sob um ângulo inusitado, a partir do aguçado e raro senso de observação e percepção de Jano. Flagra o momento exato em que nascem os desenhos. As observações, as escolhas, a técnica do desenhista. E faz uma relação entre a realidade e a sua recriação nos obras de Jano. Jano e Debret O trabalho que Jano desenvolveu no Rio tem antecedentes históricos. No século XIX, diversas missões estrangeiras vieram ao Rio para documentar a vida nos trópicos e retornaram ā Europa com relatos e pinturas que, hoje, configuram-se como testemunho ímpar dos modos e costumes do brasileiro de então. O mais conhecido destes pintores viajantess é o francês Jean Baptiste Debret. RIO DE JANO também traça um paralelo sutil entre as aquarelas de Jano e o trabalho de mapeamento paisagístico e social do Brasil-Colônia feito por Debret e outros. E assim como os desenhos de Debret hoje servem de fonte de estudo para pesquisadores sobre os costumes e a geografia da cidade no século XIX, os de Jano formam um rico painel da vida do Rio de Janeiro no fim do século XX. Jano Jean le Guay - ou simplesmente Jano - é quadrinista, cartunista, ilustrador e viajante de carteirinha.
Nasceu em Paris em 1955, no subúrbio de Arcueill, onde vive até hoje. Obras de Jano: - Fait comme un Rat com Tramber (1981, Humanoïdes Associés). A direção "RIO DE JANO" marca a estréia na direção cinematográfica em longa-metragem de Anna Azevedo, Renata Baldi e Eduardo Souza Lima. Anna é jornalista e roteirista. Após "Rio de Jano", dirigiu "Batuque na Cozinha", documentário de curta-metragem sobre as pastoras da Portela, premiado no Concurso de Roteiros da Riofilme. Anna estudou Roteiro Cinematográfico na Escola de Cinema e TV de San Antonio de Los Baņos, Cuba. Renata é formada em cinema pela Universidade de Paris, editora de TV e montadora. Realiza diversos trabalhos para a TV Globo e, em cinema, montou, entre outros, "A Dama da Noite", de Mário Diamante e "La Serva Padrona", de Carla Camuratti. Renata também assina a montagem de "Rio de Jano". Eduardo Souza Lima é jornalista especializado em cinema. Há 10 anos, trabalha no jornal O Globo, onde é editor-assistente do Segundo Caderno. é co-diretor dos vídeos "Caçada implacável" e "Capitão Electron contra a Ameaça Venusiana". Mudos e em P&B, viraram cult e participaram de diversos festivais no circuito carioca de vídeos no fim dos anos 80. Mário Carneiro:o pintor de fotogramas Assinando a direção de fotografia de "Rio de Jano", Mário Carneiro, um dos mais importantes fotógrafos de cinema do Brasil. Mário co-dirigiu e fotografou "Arraial do Cabo", em 1959, documentário pioneiro do Cinema Novo - movimento que lançou internacionalmente o cinema brasileiro. é, também, artista plástico consagrado e arquiteto. Mário trabalhou ao lado do fotógrafo André Vieira, em sua primeira experiência com câmera em movimento. André é um fotojornalista experiente, apesar de jovem. Trabalhou para a revista Manchete e cobriu, entre outros eventos, a Guerra do Afeganistão para a revista americana Newsweek. LOCAÇÕES Aterro do Flamengo |